sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Alquimia

Há alegria neste par de olhos castanhos
requebrando em rito insano a mesma dança
que dança o corpo risonho
A alegria cresce, saltita a olhos estranhos
Se pudesse abrir em banda
Mostraria quão grande deslumbre esconde:
Bailar, cair, equilibrar, desmoronar
Novamente gozar
O mundo dorme e o grito morde a garganta:
Quer revelar tesouro escondido
Mas quem almeja fortuna sem brilho?
“Cadê o ouro?”
“Ora, o ouro sou eu!”

Um comentário:

  1. Este texto me trouxe à lembrança o fim da música "Um índio" do Caetano, que é:

    E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
    Surpreenderá a todos, não por ser exótico
    Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
    Quando terá sido o óbvio

    Bjs,

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